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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

LLX negocia terras para ampliar Superporto Sudeste

Empresa logística de Eike Batista sonda terrenos na região de Itaguaí (RJ) para elevar área de depósito de minério de ferro para 100 milhões de toneladas; prejuízo de R$ 3,3 milhões no terceiro trimestre.

"Temos hoje 50 hectares, que são suficientes para operarmos 50 milhões de toneladas e estamos negociando novas áreas para atingir 100 milhões de toneladas", afirmou em teleconferência com analistas o diretor financeiro Leonardo Pimenta Gadelha.

O executivo ressaltou, contudo, que a compra de novas áreas dependerá da "qualidade do minério" em prospecção na região de Serra Azul (MG).

O investimento previsto para o Superporto Sudeste é de R$ 1,8 bilhão, com meta de movimentar 50 milhões de toneladas de minério por ano. De acordo com o projeto inicial, o porto teria área de 78 hectares, profundidade de 21 metros e dois berços para atracação de navios de petróleo (geralmente de maior calado).

Segundo Gadelha, a empresa investiu cerca de R$ 326 milhões no terceiro intervalo financeiro deste ano, a maior parte no porto de Itaguaí. "Avançamos na construção de depósitos para minério de ferro", disse.

A LLX soma R$ 1,891 bilhão na construção do Superporto do Açu e Superporto Sudeste desde 2007. "A velocidade de investimento deve acelerar para conseguirmos avançar na implantação do Super Porto Sudeste", afirmou o executivo

Nova siderúrgica no Açu

O foco da LLX será agora o Superporto do Açu, em São João da Barra (RJ). Projetado para ocupar 9 mil hectares, com até 30 berços para movimentação de produtos siderúrgicos, petróleo, carvão, granito, minério de ferro, granéis líquidos, o porto está orçado em R$ 4,3 bilhões.

A LLX Minas-Rio, responsável pela implantação do terminal dedicado ao minério de ferro, deve arcar com R$ 1,9 bilhão do projeto. Enquanto a LLX Açu, coordenadora da operação das demais cargas, responderá por R$ 2,4 bilhões. "Estamos nos concentrando no desenvolvimento comercial do Açu", disse Gadelha.

A empresa já negociou a entrada da siderúrgica Ternium no Açu, onde vai construir planta com capacidade para 5 milhões de toneladas de aço por ano, podendo expandir para 7 milhões de toneladas. A chinesa Wuhan também firmou parceria para se instalar no porto com fornos para produzir 5 milhões de toneladas, unidade expansível para 10 milhões.

Gadelha sinalizou que a LLX pode estar negociando com uma terceira siderúrgica para o porto de São João da Barra, região norte do Rio de Janeiro. "Esperamos novidades para o primeiro semestre do ano que vem", indicou.

Prejuízo de R$ 3,3 milhões no terceiro trimestre

A LLX reverteu resultado positivo de igual período em 2009, quando registrou alta de R$ 471 mil.

O prejuízo líquido de R$ 3,3 milhões da LLX no terceiro trimestre foi puxado, segundo a empresa, por despesas gerais R$ 29 milhões. Montante "parcialmente compensados pelo resultado financeiro positivo de R$ 17 milhões e pela receita de aluguel no valor de R$ 3,1 milhões", disse a companhia em nota.

A LLX encerrou o exercício fiscal entre julho e setembro com R$ 277,4 milhões em caixa, apresentado recuo ante os R$ 346,3 milhões do segundo trimestre deste ano.
Fonte: Brasil Econômico/Nivaldo Souza

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